Capital y tiempo histórico: Observaciones sobre la interpretación de Postone de Marx

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Paulo Henrique Furtado de Araujo

Resumen

Este artículo aborda la conexión entre el capital y el tiempo en la sociedad capitalista, basándose en la interpretación de Postone de la teoría crítica de Marx. Considerando que el trabajo mercantil, específico de la sociedad capitalista, es una práctica social que estructura la objetividad y las estructuras sociales y, a la vez, se estructura por sus objetivaciones, sugerimos que toda formación socioeconómica articulada por la lógica del valor tiene este trabajo como eje central. El valor, la riqueza abstracta específica de esta sociedad, se mide por el tiempo de trabajo socialmente necesario, que constituye una norma temporal social que constriñe a todos los productores humanos. Esta norma manifiesta la conexión entre el tiempo abstracto y el concreto y establece el núcleo determinante de la presentificación de la sociedad capitalista. Simultáneamente, constituye un tiempo histórico, restringido a esta sociedad, que es direccional, homogeneizador y expansionista. Finalmente, este enfoque nos permite esclarecer la fuerza impulsora constitutiva de los diversos patrones de acumulación de capital que han marcado períodos históricos en la sociedad moderna, ofreciendo pistas para una comprensión adecuada de la crisis estructural del capital que está produciendo el colapso social y la barbarie actuales en los que vivimos.

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Biografía del autor/a

Paulo Henrique Furtado de Araujo, UFF, Brasil

Professor Adjunto da Faculdade de Economia da UFF. Área: Pensamento Econômico/Economia Política.

Referencias

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